Quando o comportamento do seu filho pede mais do que bronca, pede presença.
Era domingo de manhã. Pedro, de braços cruzados, mais uma vez fazia birra. Sua mãe segurava o bilhete da escola, o terceiro daquele mês, e perguntava em voz baixa: “O que estamos fazendo de errado?”
Esse momento é mais comum do que parece. Muitas famílias vivem a mesma cena: a criança agitada, que tem dificuldade de prestar atenção, de esperar a vez ou de seguir regras, e pais cansados e cheios de dúvidas. Um deles tentou acalmar a mãe: “Nós vamos encontrar uma direção juntos.”
Desobediência, agitação e desatenção podem ter várias causas. O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma delas, e só um profissional de saúde pode avaliar e diagnosticar. O que a ciência e a experiência mostram é que, com ou sem diagnóstico, a presença atenta e afetuosa dos pais faz diferença na forma como a criança aprende, se regula e se desenvolve emocionalmente.
Presença, aqui, não significa estar apenas no mesmo ambiente. Significa olhar nos olhos, ouvir de verdade, estabelecer rotinas com carinho e corrigir com diálogo, e não só com grito.
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